quinta-feira, 28 de abril de 2011

Comédia MTV- Casa dos Autistas e caetano veloso.

lamentável o que a emissora a cabo MTV fez com os autistas. como voces podem assistir aqui em cima; foi uma brincadeira de péssimo gosto, não respeitaram as familias deles; ridicularizando-os, isso não se faz!! Temos que respeitar os sentimentos alheios, afinal somos todos de carne e osso e um coração batendo no peito. beijinhos e coraçõezinhos. lu.

segunda-feira, 25 de abril de 2011


Produto Falicita a Comunicação de pessoas com Dificuldade na Fala

Falicitar a comunicação e auxiliar a inclusão social das pessoas com deficiência.
Foi com esse objetivo que o serviço social da indústria [ Sesi ] e o serviço nacional de aprendizagem industrial [ Senai ] do paraná, em parceria com a Editora Kayagangue lançaram, no mes passado, o Communis. O produto é composto por 480 cartões, que apresentam imagens para falicitar a comunicação das pessoas com dificuldade na fala.

De acordo com Vera Lucia Moraes, coordenadora do projeto de desenvolvimento do communis, o produto é um sistema de comunicação alternativa impresso que pode ser utilizado por qualquer individuo que tenha comprometimento na fala, como pessoas aditiva, autistas e pessoas com deficiência ou paralisia cerebral, qualquer pessoa de qualquer idade, pode usar, já que trabalha com imagem', destaca.

Para ela, o Communis pode ser considerado uma tecnologia social, porque auxilia o processo de inclusão social. Há melhora na comunicação em casa e no mercado de trabalho'. comenta.

Segundo ela, os cartões podem ser utilizados tanto em locais de trabalho quanto em escolas e outros, ambientes de sociabilidade. As pessoas tanto podem fazer referencia a uma imagem, como podem formar frases e mensagens', aponta.

As 480 figuras do Communis são dividas por cores e categorias. Cada cor representa um grupo diferente. A amarela por exemplo representa pessoas, ou seja, possui figuras relacionadas a personagens e profissionais. A rosa refere-se a categoria de interação social; a verde destina-se a verbos; a azul representa sentimentos; a laranja relaciona-se a categoria de substantivos; a cinza
expressões industriais; e a branca trabalha com elementos diversos, como tempo, cores, números e datas.

A coordenadora do projeto do Communis destaca ainda que os cartões utilizam elementos da cultura Brasileira, o que facilita a compreensão. A idéia vem de algo parecido com o que já tem no
mercado, mas são softwares estrangeiros. O kit traz imagens com referencias da cultura Brasileira, desenhos trabalhados, e já vem pronto para utilizar , diferente dos softwares estrangeiros, que a pessoa tem que imprimir [ os cartões ] e são caros',
comenta.

De acordo com Vera Lucia, o produto já 'foi validado' em uma escola de educação para pessoas com deficiência
e em industrias que tem funcionários com dificuldade na fala. Chegamos a conclusão de que o produto melhora
a comunicação', revela. Mais informações sobre o Communis em, htt;//.www.kaygangue.com.br/site/#/communis/

legal esse projeto, vai melhorar vida de muita gente...

beijinhos e coraçõezinhos. lu.

domingo, 24 de abril de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011


Boa Alimentação Auxilia na Recuperação de Pessoas com Deficiência

Além dos exercicios da fisioterapia e a terapia ocupacional, a boa alimentação tem um importante papel no processo
na reabilitação da pessoa com deficiência. Devido as limitações fisicas, é essencial que pessoas com deficiência
ou com sequelas de um AVC [ Acidente Vascular Cerebral ] tenham uma alimentação balanceada,
pois a dificuldade em perder peso pode prejudicar a reabilitação.

Segundo a coordenadora da nutrição da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, ligada a Secretaria de Estado
dos Direitos da pessoa com deficiência, Sofia Boschetti, é muito comum que pacientes com lesão medular
apresentem excesso de peso.

Na fisioterapia, o paciente com sobrepeso pode ter dificuldade em ficar de pé e sobrecarregar o
joelho, impedindo a continuidade do tratamento', exemplica Sofia.

Além da prevenção a obesidade, outra linha de tratamento é a dietoterapia. Trata-se de orientações
baseadas no peso e nos hábitos alimentares do paciente para evitar problemas cardiovasculares
e casos de hipertensão.

Quem já sofreu um AVC não está livre de outro. Nesses casos, preparações ricas em sódio, como
feijoada, mortadela, macarrão instantãneo, hambúrguer e temperos devem ser evitados', aconselha
a nutricionista.

Sofia acredita que a obesidade pode ser fruto não só da má alimentação; Os pacientes ficam ansiosos
e exageram no consumo. Muitos dizem que já tem muitos problemas e ignoram o sobrepeso', O
ideal é que o paciente tenha uma dieta saudável e não ganhe peso.


ainda que eu tenho esse problema, quando fico muito ansiosa peco até a fome....

beijinhos e coraçõezinhos. lu.,

sábado, 16 de abril de 2011

Cadeira de Rodas que Sobe Escadas - Parte 2

Feira em São Paulo traz novidade para pessoas com deficiência física.

A feira é a segunda maior do mundo e está cheia de novidade. Em um carro, o banco é giratório, o aparelho recolhe e guarda a cadeira de rodas.


A tecnologia a serviço das pessoas com necessidades especiais é a atração de feira que começou nesta quinta feira [14] em São Paulo. É a segunda maior do mundo e está cheia de novidades.

Parece não haver obstáculos que não seja vencido pela criatividade e sabedoria dos homens. Se os olhos não veem a história, ela pode ser ouvida. Uma espécie de caneta eletrônica toca o canto da página, e lá vem a aventura. Eu fico me imaginando na história', diz o menino.

Quem tem baixa visão pode aumentar a letra e mexer nas cores. Outro aparelho após ajuda quem não pode virar as páginas. Em outro basta botar qualquer texto, que o equipamento fotografa e le tudo em voz alta.

Algumas invenções são brasileirissimas e vem do coração, como um carro que ainda é um protótipo, um modelo inventado por amigos de um cadeirante. Ele é como um irmão para nós, e essa idéia surgiu realmente para ajudar uma pessoa. Esse projeto tem alma', conta o cientista da computação João Gil.

Em outro carro o banco é giratório, o aparelho recolhe e guarda a cadeira de rodas. 'A gente se sente melhor. A gente quer fazer tudo sozinha', comenta uma senhora.

As vezes, as perdas podem ser muitas e imensas, mas, se restar apenas o olhar, a tecnologia pode dar ao deficiente quase o mundo inteiro.

O olhar fixo por ligações de segundos funciona como um clique. Assim é possivel escrever, navegar na internet e até controlar eletrodomésticos. Eu posso ligar um ventilador, por exemplo, um abajur', destaca uma mulher.

E pensar que isso demorou 20 anos para chegar ao Brasil, porque impostos e burocracia ainda são barreiras a serem vencidas. O Brasil precisa que essas pessoas sejam olhadas com mais vontade, porque a unica coisa que elas querem é ter direito a viver iqual aos outros', afirma o organizador da feira, José Roberto Sevéri.

beijinhos e coraçõezinhos. lu.

segunda-feira, 11 de abril de 2011



TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS

É muito fácil falar dos beneficios que os animais terapeutas trazem,
pois eles são muito especiais. todo o processo de trabalho com animais, para utilização em terapias, sempre é tema de estudos e reportagens. mas só quem vive diariamente a rotina desse importante e gratificante trabalho pode contar. os resultados dos tratamentos, melhor forma de selecionar um cão terapeuta, técnicas de treinamento para animais e voluntários são largamente documentados e discutidos. mas acontecem coisas que ninguém consegue explicar. vou contar uma das inumeras situações que já aconteceram comigo.

Certa vez, estava numa clinica para mais um dia de sessão, onde trabalhava com crianças com sindrome de down, hidrocefalia e paralisia cerebral. quando chego á clinica o clima muda imediatamente, todos ficam muito felizes com a chegada dos cães. a alegria é contagiante; desde o pessoal da recepção, a turma da limpeza e as crianças na sala de espera fazem a maior farra.

A rotina começa com a seleção, dos pacientes que vou trabalhar, processo que acontece sempre com o acompanhamento de um médico. depois de avaliar a compatilidade do cão com o paciente,
para não acontecer nenhuma rejeição, tais como; o paciente se assustar o tamanho do cão ou, por
exemplo, deixar um cão muito alegre e receptivo com uma pessoa que tenha pouco movimento, entre outra.

Nesse dia em especial estava com um cão de porte médio / grande, para trabalhar com crianças que já estavam acostumadas com animais. quando comecei a preencher as fichas, mandei o cão sentar e ficar no meu lado enquanto escrevia. sabendo que ele era extremamente obediente, dei
o comando e o deixei a vontade. ao terminar, olhei para o lado e vi que o cão havia sumidp, mas,
como todos os funcionários sempre ficavam paparicando o peludo, achei que alguém passou e o pegou para fazer uma brincadeira comigo.

Chamei por ele nas salas da recepção, mas sem sucesso. comecei a me preocupar quando perguntei sobre o peludo para as pessoas que tinham mais contato com ele. a resposta era negativa sobre seu paradeiro. comecei a procura-lo nos quartos dos pacientes. fiquei mais preocupado ainda, pois a clinica tinha mais de 20 quartos, em sua grande maioria com pacientes adultos que não tinham contato com cães.

Depois de procurar por vários desse quartos encontrei-me com uma faxineira nos corredores. antes que eu perguntasse qualquer coisa ela já foi falando; se está procurando um cachorrão, ele entrou no quarto 1 7', gelei, afinal é dificil para alguém em uma clinica de reabilitação esperar uma visita de um cachorro grande, quanto mais adivinhar que é um cão terapeuta. fui em direção ao quarto 17 e, para minha surpresa, o fujão estava ao lado de um senhor que estava deitado e dormindo. o danado subiu na escada que auxilia o paciente a subir e descer da cama e descaradamente colocou a cabeça no peito dele, como se estivesse cuidando dele.

Olhei para ver se tinha alguém no quarto para me desculpar, mas o paciente estava sozinho. chamei-o baixinho e, apertando os dentes, mostrei que estava muito descontente com a fuga dele, mas, para minha surpresa, quando o chamei o danado ao invés de me atender imediatamente, como sempre fez, enterrou o focinho nas mãos do paciente e fechou os olhos tentando me ignorar. entrei no quarto nas pontas dos pés para não acordar o paciente e ter que enfrentar uma bela chamada de atenção pela diretora da clinica, fui em direção do peludo, pequei a guia para poder retirá-lo d0 quarto e voltei de fininho para as seções que estavam marcadas.

Dois dias se passaram. recebi uma ligação da clinica. a secretária pediu que esperasse porque a diretora e a proprietária da clinica queriam falar comigo. minhas pernas ficaram bambas, afinal naquela época era muito dificil conseguir implantar um projeto como esse, e qualquer falha poderia põr tudo a perder. quando atendi a ligação, tentei ser descontraido e não falar sobre o assunto, mas ela começou me perguntando se havia acontecido algum incidente com algum cachorro na clinica. logo, comecei a me desculpar e a ' chorar as pitangas ' dizendo que nunca mais
isso iria acontecer. sem falar muito, ela disse que queria minha presença imediata na clinica.

Fui direto para lá, fiquei muito nervoso. quando cheguei a clinica, fui direto para a sala da diretora, onde fui informado de que todos me esperavam, inclusive os familiares do paciente. cumprimentei a todos e comecei a ladainha das desculpas, que foi interrompida pela proprietária da clinica. ela me disse que o que tinha acontecido foi grave, mas que tinha uma coisa para me falar. após apresentar a mãe e a irmã do paciente a diretora começou a contar a história dele e o que ele estava fazendo na clinica. para meu espanto, me foi dito que ele não estava dormindo, mas sim estava na clinica para sessões de fisioterapia por conta de um AVC que havia sofrido. o diagnóstico era o de que ele viveria de forma totalmente vegetativa, por isso seus músculos estavam atrofiando, pelo que necessitava de exercicios na clinica.

Novamente, comecei a falar sobre o cão e o quanto ele trabalha com crianças e que não representava perigo para ninguém. fiz isso porque temia ter meu projeto cortado; ou até mesmo um processo. depois disso, me disseram que nesse dia algo extraordinário aconteceu; o moço que sofreu AVC estava há sete meses naquela situação e no dia em que aconteceu a fuga do cão e a invasão do seu quarto na final da tarde, o paciente começou a ter reações e saiu do coma. dois dias depois do ocorrido ele já havia conseguido se comunicar através de mimica. como inicio da recuperação o paciente perguntou onde estava o cachorro.... havia ficado com ele.

O rapaz que tinha uma previsão de vida vegetativa saiu do coma, sua irmã e sua mãe estavam lá justamente para pedir que ele fosse inserido no programa com cães. a solicitação dos familiares foi atendida prontamente. após um ano de tratamento, juntamente com o cachorro fujão, conseguiu ele uma série de avanços no tratamento, inclusive o retorno da fala e de movimento em membros inferiores e superiores. ele já anda, com auxilio de pessoas, o que é um grande feito
para quem teria uma vida vegetativa.

Algumas perguntas ainda precisam de respostas; com tantos outros quartos, como o cachorro sabia que era justamente aquele paciente que precisava de estimulos?

Como, mesmo em coma, o rapaz conseguiu lembrar que o cachorro esteve no quarto com ele? depois que ele voltou a falar, eu perguntei como sabia que o cão estava no quarto dele. a resposta que recebi foi'. não sei como, mas eu simplesmente sabia'.

Mesmo com tantos artigos sobre animais que ajudam pessoas, poucos tentam explicar o sexto sentido dos animais. quanto mais nos deparamos com isso, mais perguntas surgem.

Essa é uma das inumeras histórias que eu vivi relacionadas a esse trabalho. acredito que meus colegas que também trabalham com T A A devem ter muitas outras parecidas. temos que divulga-las e explorar muito mais esse universo que estamos arranhando. é preciso mostrar a todos que nossas ligações com os animais é algo que não deve ser negligenciado e que nessa corrente os elos entre pets e humanos são muito mais sólidos do que imaginamos.

beijinhos e coraçõezinhos. lu.

sexta-feira, 8 de abril de 2011


ATENÇÃO, DEFICIENTES

A secretaria municipal de trabalho e emprego cadastra portares de deficiência fisica leve, em 205 vagas, oferecidas por empresas do rio. as inscrições devem ser feitas na Tijuca, rua Camaragibe 25; Jacarepaguá, estrada do Guerrengué 1,630; Méier, rua, 24 de Maio 931, Ilha do Governador, estrada do dendé 2,080 e Campo Grande, rua Barcelos Domingos 162;

beijinhos e coraçõezinhos. lu.

terça-feira, 5 de abril de 2011


OS IRMÃOS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E SEUS SENTIMENTOS

Um amplo repertório de sentimentos pode ser vivenciado intimamente ou extematizados através de diferente linquagens pelos irmãos de pessoas com deficiência. seu alvo é variável, abrangendo desde o próprio irmão, os pais, ela ou ele mesmo, as demais pessoas, o mundo enfim.
estes sentimentos se alternam em intensidade, em significado e em sua motivação, exprimindo geralmente sua raiva, alegria, excitação, tristeza, medo, ciúmes, frustração, culpa e solidão. é claro que todas estas expressões da emoção também estão presentes na relação entre irmãos sem deficiência, no entanto, naquela situação há uma realidade a qual poderá no máximo ser amenizada, mas não modificada; a deficiência. a não ser que pensemos em intervenções com células-tronco para alguns casos.
talvez, algumas pessoas pensem ser exagero dizer que muitos irmãos de alguém com deficiência sintam raiva, mas socialmente pelo menos esta é uma reação bastante comum, eles podem enraivecer-se ou odiarem tanto a pessoa e sua deficiência quanto seus pais, os profissionais
na sua opinião incapazes, a sociedade e deus porque sentem-se desvalorizados, ignorados e colocados
a margem da dinãmica familiar e dos acontecimentos. esta raiva também pode surgir quando
percebem que os pais ficam tempo demasiado com a pessoa com deficiência, abandonando-os;
quando sua vida social e o lazer são restringidos em função da deficiência do seu irmão ou irmã;
quando pressentem a injustiça na qual a familia está envolvida, planejando diferentes e discrepantes
expectativas para os filhos, ficando para um segundo ou qualquer outro plano que certamente será
desviado ou perdido no tempo e no espaço.
a sensação ou a veracidade de sentir-se rejeitado pode levar o irmão de uma pessoa com deficiência
a buscar na solidão e no isolamento o seu porto seguro, o seu oásis de sossego ou a sua ilha povoada
de fantasmas. há momentos e fatos que os levam a considerar seus amigos, outros membros da
familia, seus vizinhos e colegas como verdadeiras ameaças, constrangendo-se por terem um irmão com
deficiência, por ele não ter atitudes e comportamentos adequados e socialmente aceitáveis, por ele
utilizar equipamentos ou instrumentos de adaptação que chamem a atenção dos outros para a
deficiência e para a familia ou, simplesmente, porque seu irmão com deficiência poderá ser foco de
piedade, de maltrato ou rejeição quando apresentado a um colega, a um namorado ou a qualquer
outra pessoa de sua rede social próxima ou distante.
a confusão é outro sentimento instalado facilmente na mente dos irmãos de alguém com deficiência,
pois em determinadas circunstãncias perdem o referencial de sua função e dos papeis por eles exercidos;
ora são irmãos, ora são cuidadores, ora são pais substitudos, ora não são nada e veem, a todo momento,
prioridades e desigualdades de tratamento serem indisciplinadamente atribuidas e esbanjadas por
seus por seus próprios pais, pressionando os demais filhos para unirem-se a sua neurose de atendimento
vip das necessidades nem sempre tão urgentes da pessoa com deficiência.
a carência informativa sobre a deficiência do irmão é outro fator importante para a sua confusão mental
e emocional. dai ´para o medo existe um breve intervalo, que parece ser transporto rapidamente em
algumas situações. eles podem recear e amedrontar-se realmente com a possibilidade ou com a
hipótese de pegar ou desenvolver a deficiência do irmão sem nem mesmo terem sido alertados dela
ser ou não genética, hereditária ou transmissivel por alguma via. a preocupação excessiva com o
futuro e a vulnerabilidade do seu irmão, da sua familia e dele mesmo podem deixa-los literalmente
congelados e sem ação, com medo inclusive de um dia terem filhos porque não desejam que estes
passem pela condição de deficiência; por suas limitações, por suas implicações, por sua fragilidade
á exposição aos abusos, violências e hostilidades.
constantemente rejeitado, abandonado, relegado, para outro patamar inferior, é natural que um
irmão sem deficiência fique ressentido e enciumado quando ele já possuia a fragilidade emocional
antes da chegada daquela pessoa ou não receba, nem mesmo de outros familiares e profissionais,
apoio e o suporte necessários para sua reestruturação psiquica. a percepção continua de que não
representa para ninguém naquele grupo familiar um ser com necessidade de atenção e de acolhimento,
que rotineiramente é injustiçado com a irregularidade de humor e afeto dos pais e que não é lembrado ao
longo das conversas ou presenteado com o mais insignificante sorriso de saudação por algum visitante
pode desencadear no irmão da pessoa com deficiência uma verdadeira avalanche concentrada com
o ciúme e com os demais sentimentos dele derivados.
em cadeia e agindo cumulavamente, estes sentimentos reúnem-se fermentando outras emoções,
exacerbando o estresse emocional, liberando energias nocivas a saúde mental, afetiva e social do
irmão sem deficiência, sem resultarem necessariamente na construção sadia de uma relação pelo
menos respeitosa. a culpa e a frustração constituem, nesta hora, sentimentos controladores e
sinaliizadores da presença do desequilibrio e da possivel devastação deste filho sem deficiência.
sentindo-se como algoz ou como vitima de alguém já marcado pelo comprometmento motor, sensorial
e mental, depois de breves vislumbres da sua situação ou de ouvir inteminavelmente que deve
agradecer por não estar na condição do seu irmão, a culpa passa a corroe-lo por sentido raiva,
ressentimento ou o desejo de sua morte. procura, então, na auto punição redimir-se reprimindo-se
e agindo submisso e servilmente a qualquer pedido ou necessidade do irmão afetado pela deficiência. no
entanto, esta não é uma relação natural e espontãnea, assim frustra-se a todo um ciclo reinicia-se.
é dificil precisar a qualidade, a intensidade e a origem dos sentimentos circulantes entre os irmãos
quando a deficiência está presente. foram, entretanto, identificado, vários fatores que podem influenciar
a manifestação de emoções e sentimentos negativos ao convivio adequado e saudável, tais como;
gravidade da deficiência; idade e sexo da pessoa comprometida; tamanho da familia; pressões exercidas
pelos pais e profissionais quanto a atenção de papéis; funções e responsabilidades; situação financeira
da familia e despesas excessivas com a pessoa com deficiência; maltratos com o irmão sem deficiência
pelos pais e pelo próprio irmão com deficiência.
neste ótimo fator, surge um alerta que deve ser considerado com alto grau de preocupação;
sentimentos destrutivos e doentios nem sempre tem a direção do irmão sem deficiência para aquele com
deficiência. ressentimentos, mágoas, inveja e hostilidade também podem acontecer por parte do
irmão com deficiência por sentir-se desconfortável com a condição do seu irmão não apresentar
comprometimentos, limitações e desvios posturais, motores, sensoriais ou mentais.

beijinhos e coraçõezinhos. lu.

quarta-feira, 30 de março de 2011


peço licença hoje para falar do nosso eterno vice presidente José Alencar. eu nunca vi uma pessoa enfrentar uma doença tão terrível como essa com tanta alegria e otimismo; ai os engraçadinhos podem dizer - com o dinheiro que ele tinha até eu... pois eu não acho isso não, tem muito ricaço por ai que não tem a metade da alegria de viver como ele tinha. passar 12 anos da vida sofrendo com operações atrás de operações e sentindo dores horriveis e ainda ser alegre e otimista; devia ser uma pessoa especial e iluminada mesmo. que descanse em paz com os anjinhos no céu...

beijinhos e coraçõezinhos. lu.